10/07/2009 às 14:40 (Música, Sobre os momentos)
Preciso de boa música para aguentar o transito de São Paulo e por isso não aguentei esperar meu querido me presentear com um novo tocador digital de música, vulgo mp3. Só de imaginar que a poucos anos atrás ainda falavamos em discman, ver em minhas mãos um aparelhinho pequeno e colorido que suporta quase todos os meus cd’s preferidos é mais que sensacional!
Pois bem, comprei o tal aparelho, e como é bom ouvir as músicas que realmente gosto, ouço algumas rádios também mas nada se compara a não correr o risco de ouvir algo idiota do Pedro Mariano ou uma daquelas “incríveis revelações da mpb” ou ainda as viajens frenéticas de jazz com samba rock e um toque de música indigena sul americana da rádio Eldorado, não que eu não goste de jazz, não que eu não goste de samba rock também, mas dar uma de intelectualóide não é da minha alçada. Ainda prefiro ficar com a voz rasgada da Amy Winehouse, a suavidade do Lenine e com o gingado do Tim Maia.
Também percebi que quando estou com os fones no ouvido, viajando em alguma batida gostosa da soul music ou nas letras do Chico começo a ver o mundo de uma forma diferente, é como se sentisse realmente a diferença dos mundos pessoais de cada ser, as árvores adquirem aromas diferentes e tudo parece ficar mais lento- não, eu não tenho usado nenhuma substância ilícita- é que a música faz minha alma acordar, minha aura mudar de cor e meu corpo flutuar, música é meu pão e meu ar, sempre foi e sempre será.
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07/07/2009 às 14:57 (Alma feminina)
Tags: libertação, momento mulherzinha, sociedade
“As mulheres têm sido alvo de uma das mais sofisticadas e incidiosas conspirações. Milhares de anos de história tem sido reescritos com o objetivo de apagar da memória coletiva o fato de os homens nem sempre terem ocupado os lugares de chefia. A evidência arqueológica defende a existência de um período de vinte mil anos de história durante o qual homens e mulheres viviam em igualdade, sem o domínio de nenhum sexo sobre o outro. A terra prosperava. As tão apregoadas características femininas da compaixão, educação e não-violência eram partilhadas por homens, mulheres e pelos elementos fundamentais da estrutura social. As mulheres eram veneradas como sacerdotisas e curandeiras. As nossas forças intuitivas não eram desprezadas e mas respeitadas. A nossa maneira de ser espontânea de pensar e de sentir era vista como uma harmonia criativa, e não como “coisas de mulheres”. Os nossos companheiros e amantes, os nossos filhos e amigos, consideravam-nos sacerdotisas naturais. O nosso poder conciliador era fruto da nossa ligação compassiva com o espírito e com a terra.”
(em O Caminho da Iniciação Feminina de Sylvia Pereira)
Nós mulheres somos o pilar emocional da casa, hoje trabalhamos, estudamos, temos inúmeras obrigações dentro e fora do lar, qual a finalidade então desse sentimento de fragilidade e muitas vezes de inferioridade que domina os corações femininos? Jamais seremos iguais aos homens nem devemos ter essa vontade ou pretensão, eles por sua vez jamais terão nossos maravilhosos dons. Sou totalmente a favor da feminilidade não do feminismo sem fundamento e conotações exageradas. Você mulher não se permita ser domesticada, não contribua com essa cultura patriarcal tão incrustada nos corações e na sociedade, temos um valor incalculável escondido embaixo de toda aquela maquiagem feita pra agradar homens aparentemente gentis. Somos o sensual, o inatingível, a inteligencia, a sensibilidade, a força que move o mundo por baixo das saias e rendas!
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06/07/2009 às 14:14 (demasiadamente)
Tags: Ele
Ele é assim meio desligado, meio ligado demais. Ele é doce como um pote de mel cheio de abelhas o rodeando tentando desenroscar a tampa. Ainda não aprendi a dizer não pra ele, aqueles olhos expressivos, apertadinhos e espertos me deixaram apaixonada desde o primeiro momento. Ele tem as mãos mais macias que minha pele já sonhou, e como adoro mãos. Ele, apesar de tudo, consegue me irritar como ninguém! me faz descer do salto legal, daquelas descidas inimagináveis e sem sentido, pois só com ele eu discuto o mesmo assunto por três horas seguidas, tudo regado a lágrimas, alterações e risadas irônicas, pra depois assistir o por do sol na varanda agarradinha nele.. vai entender.. Eu ainda não percebi o que causa tudo isso, se é o medo de não sentir mais o cheiro do seu cabelo no travesseiro ou uma teia gigante que cerca nossa vida e nos deixa sem saída alguma, voltando sempre, invariavelmente, para os braços um do outro.. Nunca acreditei em amor romântico, ou nunca quis acreditar, porque sei das dores, sei do mal estar físico e nítido de uma nescessidade tão urgente quanto o mp3 nas minhas viagens diárias em ônibus abarrotados de trabalhadores assalariados como eu. Na verdade ainda não sei lidar muito bem com toda essa tempestade de bem querer, de nenhuma das partes, dele e minha. Então surge o ciúme, o trocar tudo pela presença do outro, os domingos embaixo do lençol.. Pois é, tudo tem seu lado bom também e talvez por isso eu tenha embarcado nessa. Mas não tem jeito, não aguentamos a distância, a falta da voz querida do outro para reconfortar a tarde, os passeios aos sábados, os beijos tão repletos de carinho e urgência que tiram meu fôlego..Sei que ele sempre será o passarinho que pousa na minha janela pedindo abrigo da chuva, para voltar depois num dia mais florido, me trazendo um lindo sorriso dentro do seu canto tão sutil.
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06/07/2009 às 11:19 (demasiadamente)
Tags: demasiadamente, livros
“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades…sei lá de quê!”
(Florbela Espanca, Carta no. 147)
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